Sim, é como o povo diz mesmo: depois que ganha, as coisas mudam e tudo é muito difícil. E, sendo muito sincero, nesse primeiro ano eu precisei concordar com muita gente que fala isso quando procura seu representante.
Na campanha, a gente acredita de verdade. Entra com vontade, com garra, dizendo que vai lutar por melhorias, que vai fazer acontecer. Isso não é discurso vazio, é vontade mesmo, é compromisso com a cidade, com os bairros e com quem mais precisa.
Mas, quando a gente assume, a realidade bate forte. A burocracia, os limites do cargo e as dificuldades do dia a dia criam uma barreira grande entre a nossa vontade de fazer e a capacidade imediata de realizar algo.
O papel constitucional do vereador é propor, fiscalizar e cobrar, mas a população quer resultado, quer ver as coisas acontecendo de verdade. E quem quer trabalhar sério percebe rápido que só fazer requerimento ou projeto, muitas vezes sem resposta, não resolve a vida de quem confiou na gente.
Foi aí que, depois de “apanhar” durante alguns meses, eu precisei mudar a forma de agir e transformar frustração em atitude. Entendi que ficar só dentro do plenário não ia trazer as respostas que o povo espera. Era preciso ir pra rua, buscar parceria, correr atrás, bater em porta e construir caminhos fora da Câmara também.
Não foi fácil, porque existe sim uma contradição entre a função do cargo e a urgência das pessoas, e quem vive isso sabe o peso que tem.

Mas, em vez de desanimar, eu decidi agir. Ao longo desse primeiro ano, conseguimos aprovar leis importantes, desde ações voltadas para crianças neurodivergentes, políticas de prevenção do câncer de mama, até a defesa do patrimônio público, como a obrigatoriedade de registro e publicidade das terras públicas de Canindé.
E fomos além: com articulação e trabalho, ajudamos a viabilizar o maior programa de qualificação profissional da cidade, garantindo oportunidade para mais de 200 jovens, além de atuar na pauta de desenvolvimento urbano, na construção de um projeto que garanta segurança tributária para quem paga alvará de funcionamento e na luta pela preservação e reflorestamento de áreas públicas verdes com a comunidade, como o projeto Área Viva.
Esse primeiro ano deixou um aprendizado claro: a realidade é sempre mais dura do que parece. Mas também reforçou uma convicção: não dá para ajudar a transformar a cidade só sentado numa cadeira.
Tem que levantar, ir atrás, insistir e não desistir. Porque fazer é difícil. E é exatamente por isso que a gente precisa ter atitude para fazer acontecer de verdade e defender o interesse do nosso povo canindeense.

